Novembro 17, 2008...4:15 pm

Sex and the City at Ikea

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E vi Sex and the City.

sex_and_the_city

Não é assim um filme tão mau como me tinham feito chegar. E é daqueles bons filmes de Domingo para ver no relax. Tudo muito competente e bem feito. Só fiquei decepcionado ela não ter experimentar lá a massaroca do vizinho. Tanto flirt e depois acaba em nada. Nota 3.

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E depois de repente Eva capta que está ali o Ikea do outro lado da autoestrada. “Alfragide é aqui. É aqui”. Pois é, é o que diz a tabuletazinha. Vamos lá almoçar então. E de repente estava ali uma coisa enorme. Lojas enormes. Desconheciamos tais paragens.

Raios e curiscos depois lançados contra quando quem decide ir do centro comercial ao Ikea a pé que tudo estar mal construido, lá estava o Ikea.

Que porta de entrada tão gira e grandes escadas. E um gajo não tem noção do trauma que por ali vem. O Ikea não é só um monstro. Para um gajo é tortura plena. Até tem setas de trânsito no chão para os peões. Aquilo tem kms de corredor. Toda gente parece robots a seguir as setinhas de um só sentido no chão. Aquilo só tem uma entrada e uma saída. Se um tipo chega a meio e quer sair, tem de voltar para trás ou ir para a frente. Eles querem mesmo poupar nas portas e obrigar um tipo a olhar para tudo e mais alguma coisa.

E eu oiço a Eva dizendo que estava a ver muito depressa e que como deve ser era passar um dia inteiro ali. MUE DUES, não contes comigo. Eu deixo-te comprar tudo sozinho prá casa, mas poupa-me a isto, lol.

É demais. Sofri ali a bem sofrer. A sensação de claustrofobia era enorme. O cansaço era absurdo. Todo aquele conceito faz-me confuso de tudo aberto; montes pessoas a passar maões gordurosas pelos móveis.

E a ideia peregrina de as pessoas ali todas contentes emocionadas… dava para ver nas suas caras, fodase sou tão moderno a comprar no ikea. Moderno? Tu és mas é um palhaço. Então tu queres comprar uma coisa e tens de tabalhar para que te deixem dar dinheiro à empresa? É isto ser moderno?

Segundo eu percebi, um gajo ali para comprar uma coisa tem de trabalhar. Andar lá com umas folhas, pedir plo amor de deus para ter ajuda (havia filas Oo) e mais, a coisa que me deixou a espumar pela boca: É um tipo que tem de tirar as coisas do ármazém, por sinal enorme enorme enorme.

Desculpem lá mas esta teoria do moderno, tou-m elixar. Eu quero ir a uma loja e ser tratado como um ser humano. Quero lá saber se é mais barato ou mais caro. Só gente, só barulho, enorme, gigante, tratados como robots, é-se obrigado a passar por todas secções para comprar uma porcaria qualquer, é preciso esperar em filas para fazer planeamento, é preciso ser um gajo a marcar num papel o que quer… não, ikea não nasceu para mim.

Sentei a Eva numa cama e disse das boas. Eu quero é outra coisa percebes, Eva. Isto é tudo muito bonito, mas não pode ser porque eu sou gajo, cheguei agora de Faro e é isto, tou numa loja estúpida a ver coisas que só vamos comprar daqui a não sei quantos anos. E ela é uma ouvinte nata. Ouviu, ficou a olhar para mim muito concentrada e disse “vamos sair daqui então, que tu não me deixas nada bem com estas conversas”.

Desculpas então, lmao ;P

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