Junho 12, 2008...3:28 pm

Para quê

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Depois duma noite bastante longa e demasiado quente, acordo para almoçar. No meu ritual de acordar, diferente do das pessoas normais refira-se, inicia-se uma inusitada conversa.  Continuo pela tarde dentro até ao jogo de Portugal enquanto continuo o trabalho interrompido por algumas horas de sono. É entusiasmante e tem piada conversar.

Depois de jantar uma diferente conversa acaba com a certeza de que é divertido conversar sobre o que intitulou com afago de “misterioso e velhaco” e que até concordo pela piada da definição.

Hoje recebo um mail do meu director de curso. Com isso, sem saber porquê, navego sem destino. A extensão do Firefox do del.icio.us tem uma actualização. Achei, depois da mesma ter ocorrido, uma altura interessante para ver o que para lá tinha. Com isso, sem saber porquê, navego sem destino.

E deixou de ter piada.

É, e vou conseguir e tenho de ter força, etc. Mas, visto o descritivo acima enunciado na sua sucessão encadeada de passos, não resisto e é mais forte do que eu: Para quê.

E andei a ouvir muito há uns tempos Hôtel Costes vol.1.

Um CD do melhor chillout lounge com que me deparei nos últimos anos. Isto é o que imagino de lounge puro, ou melhor, o que imagino da sua evolução natural — uma vez que agora o lounge assenta praticamente todo numa base de ‘música electrónica chilled’ — mantendo o seu propósito inicial dos anos 20-30: a necessidade de haver algum tipo de música adequado para passar nos halls de entrada dos hotéis.

Gosto do CD todo sendo-me difícil destacar uma música. Talvez pela soneriedade normalmente considerada mais exótica, esta.

Mas com a certeza porém de que não devo deixar passar despercebido uma das raras — muito raras mesmo — músicas em francês de que gosto.

Sim, a primeira música aqui disponibilizada para ouvir já é em francês. Mas não conta, porque esta última música é a primeira do CD a aparecer em francês. E também é a que apresenta mais ‘quantidade’ de letra, onde haveria só por si uma maior probabilidade de não gostar.
Uma música boémia, mas sem moleza, mantendo praticamente ao longo de todas as faixas uma assinalável energia rítmica que torna o álbum perfeitamente audível sem ser nos nossos momentos calmos e relaxados e quando assim queremos continuar. As faixas “moles” como lhes chamo, surgem como pausas para respirar — por exemplo faixa 4 e 9. Sem dúvida que a contribuir de forma determinante para a manutenção ao longo de todo o CD dum registo ameno mas sem aborrecer, está a inclusão na maioria das músicas da voz humana que surge como um elemento mais que nos guia. Como sempre neste género, quem está à espera de grandes letras, está a procurá-las no sítio errado.

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