Julho 7, 2009

aliz

Acabei de ver este

Grande filme, este já de 1976. Os anos 70 tem sido uma década para mim surpreendente pelos excelentes filmes que tenho descoberto a pouco e pouco. Pensava que for casos conhecidos, não conseguiria ir mais para trás do que década de 80, sem sentir algum isto foi feito no passado apesar de poderem ser interessantes. Só reforça o meu gosto por coisas com menos maneirismos.

Um cinema raro hoje em dia. Obrigatório! Nota 4+.

(Sim, é sobre o Watergate. Mas bem feito).

Julho 4, 2009

Ver filmes segundo os “intelectuais”

cultura+f%C3%ADlmica+cartaz

Tinha dito que ia, e fui. O Afonso acabou por ser a única pessoa que apareceu. Cheguei uma hora atrasado para ver «Um Cão Andaluz», do realizador espanhol Luis Buñuel, e as curtas-metragens «The Alphabet», de David Lynch, e «O Raptado», de Rodrigo Machado.

Ainda apanhei as duas últimas curtas. Ou algo parecido. Já ia de pé atrás, de uma coisa feita por pessoas cheias de “cultura” para pessoas chaias de “cultura”, mas não estava preparado para o boicote que estas pessoas cheias de “cultura” e que discutem o cerne das questões filosóficas do alto da sabedoria avalizadora conferida pela barba e cabelos brancos ao invés pela competência e eloquências, dizia, para o boicote que fizeram.

Basicamente tratou-se de um evento de amigos para amigos. Surreal. A projecção era dada dentro de uma sala com um dos lados aberto para o ar livre, o sítio da esplanada. No espaço mais reservado e acolhedora, ouvia-se e via-se bem, e por lá ocorreram as discussões sobre os filmes. Acontece que essa parede a “descoberto”, por causa do vento, tem dois postes no meio. Resumindo: quem estava cá fora não ouvia nada porque não se designaram a pensar em meter colunas de som cá fora, onde 80% das pessoas iriam estar; o espaço que havia lá dentro era para os oradores e amigos e convidados certamente. As únicas pessoas que viam alguma coisa, foi quem se sentou nesse meio, entre postes, e quem ficou em pé junto à entrada para o espaço reservado. Ou seja, umas 10 pessoas.

O resto? Que se foda o resto.

Outra cena, foi um moço que por lá apareceu, conhecido meu dos tempos de ortoprotesia. Apareceu acompanhado por uma moça durante a exibição da curta do lyinch. Que era a preto e branco. Seguiram-se os comentários recheados de e-penis, piadolas de garoto azeiteiro algarvio a basicamente gozar com tudo o que mal se conseguia ver. E não tem cores. E qual é a história. E vamos embora isto é uma seca. bla bla. Estivesse eu a ver aquilo como deve ser e ele se demorasse, e era rapaz para o mandar dar uma curva que quando quero ouvir palhaços a falar, vou ao circo. Algo assim. Estava mesmo a irritar-me.

Conclusão? Ainda deu para ver qualquer coisa da do David. De resto… acho que o mais divertido ainda foi tentar perceber se a moça que estava na mesa ao lado era ou não a Tânia que eu conhecia da net. E não era. Mas foi impressionante o timming. Mandava toque, quem estava ao meu lado mexia no telemóvel. Mandava sms e também recebia. E não era mesmo, lol.

Bem, fomos às bolas de Berlim para adoçar a boca da amargueza de uma “coisa” de pompa e circunstância, horrivelmente mal organizada.

Julho 4, 2009

texto. Agora aúdio

Bem, acho que a partir deste 4º número o básico de abc da “escrita para revista” (o termo é meu) está aprendido. Velocidade de criação dos textos está uma velocidade aceitável, a forma de revisão encontrada, ideias mecanizadas e montes e montes de dúvidas da Língua Portuguesa tiradas. É impressionante as coisas que ao longo dos anos fui esquecendo.

Mas talvez o detalhe mais curioso tenha sido o “paradigma” com que escrevo agora (quando é a sério). Na parte das reviews dos leitores, o pessoal já se queixou do limite de caracteres ser curto. E de facto, eu agora escrevo em função de caracteres de forma natural. Não tenho de pensar muito: logo no primeiro esboço de ideias já estou a filtrar palavras e encadeamentos. 1000 a 15000 caracteres com espaços já me parecem suficientes para tudo.

As pessoas “gastam” imensos caracteres desnecessáriamente. É tão possível dizer a mesma coisa, melhor, com tão menos. Basta olhar para os meus primeiros textos, da primeira edição, onde jurava a pé juntos ser extremamente difícil em 1000 caracteres fazer uma “piada”.

Disto, tem sido estas “side quests” a parte mais engraçada da coisa. A construção de frases, a qualidade do texto, como se processa isto, a “cena” de estar a escrever a “sério” no fundo. Porque de resto, já tenho quase 3 anos de blog, a ironia, o sarcasmo, a piada, já é tudo coisas mais ou menos encadeadas e automatizadas. É só a cena da superação e de querer que aquela secção seja a melhor de todas.

Posta esta curiosidade de “escrita”, desde ontem que tenho estado a fazer testes do “audio”. Outro mundo. Muitooo mais difícil. As piadas em texto não resultam em voz. O ritmo é diferente. “Entre linhas” que em texto resulta, em voz fica horrivel.

Já sabia que nós quando falamos diferente do que escrevemos. Mas estou chocado do quão diferente. Um texto para 6m tenho passado horas e horas a emendá-lo. E depois detesto a minha voz. E não resulta estar a ler do pc, nem com letra a 16. Nota-se logo que tou a ler, não é natural.

Como raio é que o Markl consegue na rádio parecer que não está a ler? Damn >.< .

Mas bom, os primeiros 5m estão feitos e já dá para uma versão beta manhosa. Já deu para aprender bastantes coisas. E confirmar os meus conceitos para o podcast. Já sei quais vão ser os pilares digamos assim. Agora é só melhorar (muito) que se me parecem boas ideias.

Junho 30, 2009

24/7

Estava a pensar do que é que estava farto. Depois de apontado várias coisas e pessoas.. naaa.. estou realmente farto de mim mesmo.

Agora é que vai ser!

Junho 17, 2009

Ensino Informática, Ualg

Não pude estar por não ter conseguido estar em Faro. É surreal o que anda a acontecer com o meu curso. Entretanto não tenho pago propinas pelo sim pelo não…

Junho 10, 2009

Fitas

Ainda não escrevi as fitas deste ano. Já falhei a bênção. E por intermediário, já ouvi que uma moça ficou “zangada” (o zangar dela para mim não é de alguém mesmo zangado, lol). Talvez seja esse o problema: a não comunicação directa, cara-a-cara — ou fazer por.

A fita não deve significar alguma coisa? Mais esforço, que para este aparente cumprir calendário, eu não me preocupo muito não.

(Por falar disto… ainda não escrevi sequer a da Eva, lol. Um dia vai!!).

Junho 7, 2009

Happy Go Lucky

O último, há uns minutos, foi Happy go Lucky.

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E.. oww. Se ainda não viram este filme, vejam (para aquelas pessoas que ainda vêm ter ao blog por search engine lol).

Anyway, arranjei este filme como tantos outros. Fui ao cinema2000, e procurei filmes do “agrado” do Eurico Bastos e João Lopes. Apesar dos dois por vezes entrarem em desacordo um com o outro na questão da estrelinha, a verdade é que tudo o que passa com 4 estrelas ou mais, normalmente gosto. De outra forma, dificilmente eu teria dado alguma chance ao filme. Apesar de a sua “aparência” se enquadrar no meu estilo “favorito”.

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O filme pelos vistos foi nomeado para óscar de melhor argumento original, mas dali o que se destaca a atriz. Tudo ali bate certo. A forma como interpreta e o corpo dela… uma pessoa assim faz “sentido” numa pessoa com uma cara assim e todos aqueles atributos. Não é por serem demais. É porque fazem sentido — quem fez o casting acertou na mouche. Tudo o resto digo que é talento.

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Começa um pouco “erudito” e sem propósito demais. Mas tudo tem de ser assim. Dos melhores filmes que já vi. Um filme inglês a lembrar um certo cheiro daqueles filmes franceses.

Nota 4+.

Happy.Go.Lucky.[2008.Eng].DVDRip.DivX-LTT[(041059)20-06-04]

E uma das músicas do momento é dum tipo português chamado Gil Monteverde. Música electrónica chilled do melhor. Ele tem mais músicas bastante interessantes, mas esta podia figurar em qualquer compilação de chillout em qualquer parte do mundo.

Apesar de estilos diferentes, a vibe faz-me lembrar um pouco Nujabes. A melancolia electrónica, isso é certo estar bem presente e de forma brilhante. Tenho de andar mais atento ao que se vai fazendo em Portugal pelos vistos xD. Pena o tipo parecer (e dizer que é) um arrogante. Oh well, a música. Não vou ligar à betoneira a cuspir cascalho a que ele chama de boca, lol.

Junho 5, 2009

fdx

Quem me conhece, sabe que eu digo asneiras com uma naturalidade impressionante. Às vezes a Eva corrige-me e eu pergunto: — Mas eu disse uma? Não disse não! Não acredito, eu não me lembro.

Bem isso era no inicio… agora já acredito à primeira nela, lol. Anyway, é uma coisa tão natural. Deve haver direito portanto ao “foda-se”! Encontrei isto nas internetes.

Por Millôr Fernandes

Existe algo mais libertário do que o conceito do “foda-se!”? O “foda-se” aumenta a minha auto-estima, torna-me uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Liberta-me.

“Não queres fazer?! – Então, foda-se!”

“Queres fazer tudo sozinho? – Então, foda-se!”

O direito ao “foda-se” devia estar consagrado na Constituição.

Os palavrões não nascem por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade os nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o português a fazer a sua língua

“Comó caralho!”, por exemplo. Que expressão traduz melhor a ideia de muita e quantidade que “comó caralho!”? Tende para o infinito, é quase uma expressão matemática.

“Eu gosto do meu clube comó caralho!”

“O sol está quente comó caralho!”

“O gajo é parvo comó caralho!”

E o “nem que te fodas!”?

Expressa a mais absoluta negação.

O “nem que te fodas!” é irretorquível e liquida o assunto.

Quando lhe pedirem dinheiro, mate o assunto:

“Ó meu caro, não te empresto, nem que te fodas!”

Há outros palavrões igualmente clássicos:

Pensa na sonoridade de um “Puta que pariu!”,

ou o seu correlativo “Pu-ta-que-o-pa-riu!”

Diante uma notícia irritante, qualquer “pu-ta-que-o-pariu!”, dito assim, põe-te outra vezes nos eixos.

E seria tremendamente injusto não registar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: “Fodeu-se!”

E a sua derivação, mais avassaladora ainda: “Já se fodeu!”.

Conheces definição mais exacta, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação.

Quando ouves uma sirene da polícia atrás de ti a mandar-te parar,

o que dizes? “Já me fodi!”.

E quando te apercebes que és de um país em que quase nada funciona; o desemprego não baixa; os impostos são altos; a saúde, a educação e a justiça são de baixa qualidade….

Bem, aqui não merece a pena eu continuar a transcrever. Esta ideia do país bla bla é tão nheca. Tão mal mudem-se, foda-se. O país é como é. Tão mal, xô daqui para fora. Em certas coisas os gajos de extrema direita até têm razão… mas só momentâneamente, lol.

Fizeram-me uma espera à porta do meu prédio. Surreal. Sou mesmo um papão incomodativo e se me queixo é porque não penso nos outros :cry:

Maio 22, 2009

Marley & Me

[spoilers tamanho do universo]

Cheguei agora mesmo a casa, e ouvi “meu Deus”.

O que é que se passa aqui caralho? –  repliquei eu. Era o meu colega de casa João Carlos a ver o Marley & Me. Estava todo divertido a ver o filme. Claramente estava no inicio do filme. Aconselhei-o a parar de ver o filme se ele não quisesse sofrer hoje.

Porquê? — questionou ele.
Mas tu achas que isso é uma comédia romântica? — disse indignado. O caralho do cão morre no fim, fodase.

Gritos! O QUÊ! NAAA NÃO PODE NAAAA!!!!

Digo-te eu, que a puta do cão demorou tanto a morrer que fiquei o caralho do fim do filme todo a chorar. Comédia romântica o caralho. Afasta-te dessa merda que o filme é o diabo. Maldito cão!!

[/spoilers tamanho do universo]

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E foi verdade. O filme é horrível. Ver os anos a passar tão depressa faz-me pensar “e quando for eu vai ser assim” — e isso não é uma sensação agradável para mim –, e depois aquele final. Mas os filmes de Hollywood não é suposto ser tudo cor-de-rosa? Xiça! Ainda por cima vi com a Eva ao lado, só vergonha.

jennifer-aniston-owen-wilson-marley-me

O filme é bom. Mas diabo, se não faz um tipo sentir-se mal como o camandro. Nem comigo a pensar a mil à hora “é só um filme; é só um filme” custou menos.

Revi este anúncio do Wario Land Shake it prà Wii. Já me tinha esquecido o quão bom era, lol.

Maio 21, 2009

Trico trailer

Acho que a última vez que um trailer de um videojogo me deixou… absurdamente wow, com arrepios mesmo, foi o Zelda: TLP na E3 2004, na altura apenas para a Gamecube.

(eu sei que há muitos gritos, mas há coisas que só nintendistas entendem… ;) )

Há outro agora. Trico. Playstation 3. Estupidamente tocante.

Espectacular.

Os americanos (ocidentais) podem andar todos contentes que ultrapassaram os japoneses no dinheirinho e nas vendas, mas metam lá esses homenzinhos de pistolas em punho e queixos quadrados no caralho: ninguém bate os japoneses em arte, história, conceitos… frescura. Ocidente e a mania que tudo tem de ser quadrado e durão. Enfim.